Educação em sífilis: uma revisão integrativa entre os anos de 2013 e 2023
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Resumo
Este artigo apresenta uma revisão integrativa dos estudos publicados no período de
2013 a 2022 sobre a educação em sífilis. O objetivo foi analisar as pesquisas
disponíveis e identificar as principais abordagens educativas utilizadas para a
prevenção e o manejo dessa doença sexualmente transmissível. A busca foi realizada
por meio do Google Acadêmico, utilizando as palavras-chave "educação em sífilis".
Foram selecionados 479 artigos com os descritores educação em saúde e sífilis e
foram utilizados de fato apenas 8 artigos que minunciosamente atendiam as
exigências da pesquisa, que abordaram estratégias de educação em saúde, avaliação
do conhecimento da população, capacitação de profissionais de saúde,
desenvolvimento de materiais educativos e ações de prevenção relacionadas à sífilis.
A análise dos artigos permitiu a identificação de diversas abordagens adotadas para
a educação em sífilis. Os resultados revelaram que a ampliação do conhecimento
sobre o uso regular de preservativos, o diagnóstico precoce em mulheres em idade
reprodutiva e a redução do número de parceiros sexuais foram temas comuns nas
estratégias educativas. Além disso, a capacitação de profissionais de saúde e a
criação de materiais educativos com linguagem acessível e dinâmica foram apontadas
como importantes ferramentas para promover a conscientização e a prevenção da
sífilis. No entanto, constatou-se uma lacuna significativa de estudos que avaliassem a
eficácia das propostas educativas em relação ao conhecimento da população sobre
formas de prevenção, contágio, tratamento e manifestações bucais da doença. Essa
falta de avaliação destacou a necessidade de futuras pesquisas para investigar o
impacto das estratégias educativas na conscientização e redução da incidência da
sífilis. Diante dos achados, conclui-se que a educação em sífilis é fundamental para a
prevenção e o controle dessa doença. No entanto, é necessário um maior
investimento em pesquisas que avaliem a adequação e eficácia das estratégias
educativas utilizadas, bem como a criação de programas de capacitação para
profissionais de saúde e multiplicadores de conhecimento. Essas ações podem
contribuir para reduzir a incidência da sífilis e suas manifestações congênitas, genitais
e sistêmicas, promovendo a saúde e o bem-estar da população.