Desenvolvimento e caracterização de materiais para remoção de compostos fenólicos a partir de resina de poliuretano e biomassas vegetais
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Resumo
Ponderando sobre a preocupação mundial acerca da relevância em preservação dos
recursos naturais, enfatizando os recursos hídricos, fonte de sobrevivência para seres
vivos, essencial em diversos processos industriais, observa-se a cada dia debates
procurando meios estratégicos sustentáveis, capazes de minimizar a escassez e as
contaminações de água. As contaminações por fenol provocam um cenário ainda mais
crítico sobreas águas de efluentes, e atrapalham também em processos, como por
exemplo a geração de etanol de segunda geração (etanol 2G), novamente agredindo
o meio ambiente e levantando problemas socioeconômicos. A partir de tais
problemáticas em torno do fenol e seus impactos sociais, econômicos e ambientais,
buscou-se neste trabalho o desenvolvimento de um material adsorvedor à base de
biomassas como: celulose, serragem e carvão a partir da serragem ou de resina
poliuretana, para aplicação estratégica na retenção de fenóis. Os produtos foram
testados utilizando uma bomba peristáltica por onde a solução de fenol a 1 g.L-1
percolou até a filtragem individual de cada filtro sendo coletadas alíquotas de 20ml em
20ml e lidas em aparelho espectrofotômetro em 280 nm. Nas análises de adsorção, a
serragem apresentou redução de compostos fenólicos em 95,8% nas amostras, a
celulose microcristalina uma redução mínima de 95% e o carvão possuindo os
maiores valores em no mínimo adsorção de 97,5% de fenol. Todos os testes
realizados com a resina PU não apresentaram resultados satisfatórios, sendo
necessário um estudo futuro mais aprofundado da relação química estrutural entre o
poliuretano e os anéis aromáticos fenólicos. As biomassas foram caracterizadas
termicamente através de análises de termogravimetria (TGA) e calorimetria
exploratória de varredura (DSC), foram observados valores de conversão da serragem
de 20% a 70% nas faixas de 192,85 kJ.mol-1 à 352,67 kJ.mol-1 ; e no PU de 20% à
60% em faixas de 123,62kJ.mol-1 à 210,63 kJ.mol-1
. A energia de ativação necessária
na serragem para as etapas de desidratação do material até a degradação foram
superiores às do PU, indicando ser necessária maior energia para fornecer a clivagem
de tais ligações, inferindo a possibilidade de aplicações tecnológicas ao material. Os
estudos apontaram que as biomassas utilizadas como materiais filtrantes foram
capazes de minimizar os efeitos negativos ocasionados por fenóis, sendo o carvão a
biomassa mais apropriada neste trabalho por apresentar maior eficiência
adsorvedora.