Medida socioeducativa: análise sobre a internação provisória de adolescentes a quem foram atribuídos atos infracionais
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Resumo
Este estudo tem como foco a análise crítica da aplicação da internação provisória
como medida socioeducativa para adolescentes autores de atos infracionais no Brasil.
A análise se debruça sobre a complexa interação entre as disposições do Estatuto da
Criança e do Adolescente (ECA) e do Sistema Nacional de Atendimento
Socioeducativo (SINASE), explorando as controvérsias, desafios e lacunas na
implementação prática dessas diretrizes legais. A pesquisa parte do pressuposto de
que, apesar dos avanços legislativos representados pelo ECA e pelo SINASE,
persistem discrepâncias significativas entre a teoria jurídica e a prática no sistema
socioeducativo brasileiro, especialmente no que tange à internação provisória de
adolescentes. O objetivo geral deste trabalho é analisar o debate sobre a aplicação
da internação provisória como medida socioeducativa para adolescentes autores de
atos infracionais no Brasil. A justificativa deste estudo reside na necessidade
premente de evidenciar as problemáticas e contradições no âmbito da medida
socioeducativa provisória. Destaca-se a importância crucial de diferenciá-la da prisão
preventiva aplicada a adultos, enfocando os princípios das garantias de direitos
fundamentais dos adolescentes, conforme preconizado pela legislação brasileira e por
tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário. Foi adotada uma abordagem
qualitativa e quantitativa, fundamentada em uma revisão bibliográfica sistemática e
análise documental abrangente, além de dados estatísticos anuais, divulgados
publicamente pelo SINASE. Sendo estruturada em dois capítulos, onde foi possível,
essencialmente, analisar o contexto histórico do trato destinado a crianças e
adolescentes no Brasil, bem como refletir sobre a medida de internação provisória. A
relevância da pesquisa se manifesta ao proporcionar subsídios para uma reflexão
crítica e aprofundada sobre as políticas públicas destinadas aos adolescentes em
conflito com a lei. Busca-se contribuir para a garantia efetiva de seus direitos
fundamentais e para uma execução mais alinhada às diretrizes legais estabelecidas.