Bohemian Rhapsody e avisão da crítica brasileira sobre a cinebiografia de Freddie Mercury
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Resumo
O presente trabalho tem como objetivo analisar como o filme Bohemian Rhapsody (2018), cinebiografia de Freddie Mercury e da banda Queen, foi recebido pela crítica brasileira, com foco nas representações de sua trajetória pessoal e artística. A pesquisa fundamenta-se nos estudos sobre crítica cinematográfica, a partir de autores como Jean-Claude Bernardet, Paulo Emílio Salles Gomes, Dulce Buitoni e Angela Prysthon, que refletem sobre o papel da crítica e sua relação com a cultura midiática. Além disso, dialoga com as reflexões de François Dosse e Cristiane Delfina acerca das tensões entre fidelidade histórica e liberdade criativa nas cinebiografias. A metodologia é qualitativa, utilizando a análise de conteúdo (Bardin, 2011) de críticas publicadas em veículos brasileiros como Omelete, Veja, Folha de S. Paulo, AdoroCinema, Papo de Cinema e Meio Bit. Os resultados apontam que as críticas valorizam o apelo emocional do filme e a atuação de Rami Malek, mas destacam a superficialidade narrativa e a suavização da sexualidade do protagonista. Conclui-se que Bohemian Rhapsody reflete o conflito entre arte, mercado e memória no contexto da crítica brasileira.