Intolerância religiosa nas religiões de matrizes africanas sob a análise do estado laico e estado neutro

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O presente trabalho tem por escopo principal discutir e investigar a intolerância religiosa que as populações das religiões de matrizes africanas, notadamente o candomblé e a umbanda, sofrem cotidianamente. Buscar-se-á ainda analisar as discriminações direcionadas aos praticantes dessas religiões, sob o contexto do Estado laico e o Estado neutro, examinando a eficácia das leis e projetos que visam a proteção da liberdade de crença em nosso país. Destaca-se a importância de contextualizar e compreender a crença e suas práticas, bem como analisar como os Poderes Constituídos (Executivo, Legislativo e Judiciário) podem influenciar na proteção das religiões de matrizes africanas e quais são seus objetivos traçados para solucionar a problemática. Análogo a isso, este estudo propõe uma indagação de como a diversidade é enfrentada e imposta em um país como o Brasil que se autodetermina um Estado laico, mas que, por muitas vezes, tem atitudes que se equiparam ao Estado neutro. Ademais, este trabalho visa complementar e enriquecer a discussão relacionada à diversidade religiosa no Brasil, aprofundando na importância da liberdade de crença, nos direitos e no respeito com os praticantes de religiões de matrizes africanas. Somente assim, com uma sociedade inclusiva e livre de preconceitos será possível servir de exemplo para outras nações.

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