Análise da terapia inicial no tratamento do mm para pacientes inelegíveis para transplante de medula óssea
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Resumo
O Mieloma Múltiplo (MM) é uma neoplasia maligna hematológica que consiste na
proliferação de plasmócitos produtores de imunoglobulinas monoclonais dentro da
medula óssea. Tal doença corresponde a cerca de 2% dos cânceres, o que a confere
relevância. Em vista disso, muitos estudos têm sido realizados, no entanto, ainda não há
um consenso na literatura sobre as melhores combinações terapêuticas. Diante disso, o
presente artigo objetiva, por meio de revisão sistemática sem metanálise, descrever a
sobrevida livre de progressão mediana das diferentes terapias presentes na literatura.
Foi realizada uma busca ativa de bibliografias nas principais plataformas PubMed e
Embase, com os descritores do MESH multiple myeloma AND Therapeutics AND
(bortezomibe OR ixazomib OR carfilzomib OR Cyclophosphamide OR daratumumab[nm]
OR dexamethasone OR lenalidomide OR melphalan OR thalidomide) NOT bone marrow
cell transplantation NOT Recurrence NOT leukemia. Nas duas plataformas, aplicou-se os
filtros: ensaios clínicos randomizados, últimos 6 anos (2017-2023) e idade superior ou
igual a 18 anos. No total, foram feitas 2 buscas, obtendo 158 resultados no PubMed e
519 no Embase, dos quais 7 foram selecionados após aplicação dos critérios de inclusão
e exclusão. Foram selecionados artigos que abordavam terapia inicial para MM para
pacientes com idade igual ou superior a 18 anos com critério de inelegibilidade para
transplante de medula óssea a partir dos critérios CRAB e ECOG PS 0-3. Os estudos
TOURMALINE-MM2 e SWOG 077 com esquema Inibidores do Proteassoma (IP) +
Lenalidomida e Dexametasona (Rd) demonstraram aumento da PFS mediana
comparados ao esquema Rd, mas com resultados estatisticamente significativos apenas
no SWOG 077. Os estudos ENDURANCE e CLARION comparam bortezomibe e
carfilzomibeentre si e demonstraram que não há diferença estatística entre os dois
medicamentos. O estudo FIRST demonstrou que o esquema Rd-R de Lenalidomida
contínua é superior a Rd em ciclos, com dados estatisticamente significativos. Os estudos
têm mostrado a superioridade de regimes que usam terapias combinadas com 3 ou até
mesmo 4 drogas. No entanto, ainda não há consenso na literatura e cabe ao médico
selecionar o esquema terapêutico. Em suma, fica evidente a necessidade de novos
estudos na área a fim de definirmos o melhor protocolo terapêutico a ser empregado.