A criminalização do aborto como fator de contribuição para desigualdade social e racial no Brasil: Ricas, pagam. Pobres, morrem.
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Resumo
A presente monografia tem por objetivo analisar os impactos da
criminalização do aborto no Brasil, especialmente a sua correlação com as
desigualdades vivenciadas pela sociedade brasileira, posto que a proibição da
interrupção voluntária da gravidez atinge de forma desproporcional a população
feminina que vive à margem da sociedade, a qual é majoritariamente composta
por mulheres pobres, pretas, pardas e indígenas. A metodologia utilizada na
elaboração deste trabalho é qualitativa e quantitativa, logo, foram analisados os
dados compilados pelos órgãos públicos do país, bem como a opinião de
profissionais especializados na área do direito e da saúde. A finalidade deste
trabalho é verificar quem são as mulheres efetivamente afetadas pela tipificação
do aborto, isto é, que são obrigadas a se submeter à procedimentos inseguros e
precários, consequentemente aos riscos da sequela, da morte e ao estigma da
criminalização para interromper uma gravidez indesejada e/ou precoce. Esta
pesquisa contribui para a busca de soluções a fim de viabilizar ações e reforçar
políticas públicas necessárias à promoção de igualdade social, racial e regional.