Manejo da dor em unidades de cuidados intensivos pediátricas: revisão de literatura
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Resumo
Introdução: O manejo da dor em crianças internadas em unidades de cuidados
intensivos constitui um desafio na atualidade. Sabe-se que as escalas de dor
pediátricas são complexas e, por vezes, pouco objetivas, uma vez que as crianças
podem apresentar dificuldade na comunicação, devido a não compreensão ou
discernimento da própria condição, o que torna mais difícil a adequada analgesia e
redução do sofrimento nesses pacientes. Objetivo: O objetivo do estudo foi revisar a
literatura, para analisar e refletir acerca de alternativas farmacológicas e não
farmacológicas disponíveis para o manejo da dor e minimização do sofrimento dos
pacientes internados em unidades de cuidados intensivos pediátricos. Método: A
pesquisa realizada foi uma revisão da literatura que incluiu 19 artigos que
correspondiam ao objetivo do estudo e foram publicados no período de 2011 a 2021.
Os artigos incluídos foram identificados por meio de buscas nos bancos de dados
Cochrane, PubMed e Scielo. Discussão: A pesquisa desenvolvida evidenciou que a
escolha do tratamento farmacológico varia de acordo com a intensidade da dor, no caso
de dores leves, os fármacos indicados são o acetaminofeno ou os anti-inflamatórios não
esteroidais. Já nas dores moderadas, a terapia recomendada é a associação de
analgésicos não opioides e opioides fracos, enquanto nas dores intensas, os fármacos
recomendados são os opioides fortes. Entretanto, neste estudo foi demonstrado que o
uso de analgésicos opioides em crianças pode causar efeitos como a tolerância e
dependência, além de diversas outras manifestações clínicas que variam de náusea e
constipação até depressão respiratória e deficiência cognitiva. Conclusão: O estudo
concluiu que o melhor tratamento da dor em crianças enfatiza o uso da terapia
multimodal através da combinação de analgésicos não opioides para reduzir o risco de
toxicidade e eventos adversos. Além disso, a associação dos métodos farmacológicos
citados com métodos não farmacológicos de distração, como a realidade virtual
demonstraram benefícios significativos na analgesia e atenuação da ansiedade,
limitando o uso de opioides.