Manejo da dor em unidades de cuidados intensivos pediátricas: revisão de literatura

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Andrade, Lara Hipólito Martins
Scopacasa, Luisa Costa
Segreto, Maryam de Carvalho

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Introdução: O manejo da dor em crianças internadas em unidades de cuidados intensivos constitui um desafio na atualidade. Sabe-se que as escalas de dor pediátricas são complexas e, por vezes, pouco objetivas, uma vez que as crianças podem apresentar dificuldade na comunicação, devido a não compreensão ou discernimento da própria condição, o que torna mais difícil a adequada analgesia e redução do sofrimento nesses pacientes. Objetivo: O objetivo do estudo foi revisar a literatura, para analisar e refletir acerca de alternativas farmacológicas e não farmacológicas disponíveis para o manejo da dor e minimização do sofrimento dos pacientes internados em unidades de cuidados intensivos pediátricos. Método: A pesquisa realizada foi uma revisão da literatura que incluiu 19 artigos que correspondiam ao objetivo do estudo e foram publicados no período de 2011 a 2021. Os artigos incluídos foram identificados por meio de buscas nos bancos de dados Cochrane, PubMed e Scielo. Discussão: A pesquisa desenvolvida evidenciou que a escolha do tratamento farmacológico varia de acordo com a intensidade da dor, no caso de dores leves, os fármacos indicados são o acetaminofeno ou os anti-inflamatórios não esteroidais. Já nas dores moderadas, a terapia recomendada é a associação de analgésicos não opioides e opioides fracos, enquanto nas dores intensas, os fármacos recomendados são os opioides fortes. Entretanto, neste estudo foi demonstrado que o uso de analgésicos opioides em crianças pode causar efeitos como a tolerância e dependência, além de diversas outras manifestações clínicas que variam de náusea e constipação até depressão respiratória e deficiência cognitiva. Conclusão: O estudo concluiu que o melhor tratamento da dor em crianças enfatiza o uso da terapia multimodal através da combinação de analgésicos não opioides para reduzir o risco de toxicidade e eventos adversos. Além disso, a associação dos métodos farmacológicos citados com métodos não farmacológicos de distração, como a realidade virtual demonstraram benefícios significativos na analgesia e atenuação da ansiedade, limitando o uso de opioides.

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