Informação ambiental: o que você precisa saber sobre animais silvestres
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Resumo
Este trabalho investiga os maus-tratos e o tráfico de animais silvestres, com foco na
região Sul Fluminense, buscando compreender suas causas, implicações
socioambientais e desafios de controle. O objetivo foi coletar e analisar informações
sobre essa problemática para subsidiar a elaboração de um Produto Educacional (PE)
voltado à sensibilização social e à divulgação científica do tema. A pesquisa, de
caráter qualitativo e documental, combinou revisão bibliográfica e levantamento de
dados junto a órgãos ambientais municipais, estaduais e federais, por meio de
questionário estruturado com 28 perguntas. As prefeituras de Piraí, Barra do Piraí,
Pinheiral, Barra Mansa e Volta Redonda - esta por meio do Zoológico municipal,
responderam à pesquisa e forneceram informações importantes sobre o recebimento
e a reintrodução de animais à natureza, evidenciando a relevância regional dessas
ações, além da escassez de registros sistematizados em outras instituições e a
necessidade de maior engajamento institucional. Assim, a análise dos dados
institucionais revela grande variação entre os municípios do Sul Fluminense quanto à
estrutura de fiscalização, canais de denúncia e volume de apreensões. Volta Redonda
se destaca como centro regional de triagem, com 404 animais devolvidos à natureza
em 2023. Barra Mansa apresenta o maior número estimado de apreensões (100 a
150 por ano), enquanto Piraí e Barra do Piraí enfrentam limitações operacionais. As
espécies mais recorrentes incluem o periquitão-maracanã e gambás, e apenas alguns
municípios mencionam legislação específica. Como resultado, desenvolveu-se a
cartilha digital “Da informação à ação: conhecendo e protegendo nossa fauna
silvestre”, destinada à sociedade civil, órgãos públicos e instituições de ensino. O
material passou por processo de validação por profissionais da área, o que contribuiu
para o aperfeiçoamento e a consolidação do PE como recurso educativo. Conclui-se
que para reduzir a desinformação e melhorar o enfrentamento aos maus-tratos e ao
tráfico de animais silvestres é preciso práticas educativas articuladas, capazes de
promover a conscientização e o engajamento coletivo na preservação da fauna
brasileira.