Tributação da atividade do advogado: as difilcudades na definição do melhor regime
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Resumo
Este trabalho apresenta uma análise das modalidades de tributação disponíveis para
advogados no Brasil, visando orientar a escolha do regime tributário mais vantajoso de
acordo com o perfil e o faturamento de cada profissional. O objetivo foi descrever as
opções tributárias, incluindo o exercício autônomo e as sociedades de advogados,
considerando suas implicações fiscais. A metodologia baseou-se na revisão de
conceitos sobre tributação para profissionais liberais e sociedades, além de cálculos
exemplificativos que ilustram as diferenças de carga tributária entre os regimes de
tributação disponíveis. Entre os principais resultados, constatou-se que advogados
iniciantes podem se beneficiar de atuar como profissionais autônomos, aproveitando a
isenção do imposto de renda para rendimentos até R$ 2.259,20, pagando apenas o
ISS. Contudo, para rendimentos superiores, a constituição de uma sociedade e a
adesão ao Simples Nacional se mostram vantajosas, especialmente devido à alíquota
inicial reduzida de 4,5%, em comparação com a alíquota mínima de 7,5% para pessoa
física, além do ISS variável. Em escritórios com faturamento próximo a R$ 275.000,00,
o Lucro Presumido pode ser uma alternativa mais econômica, pois oferece alíquotas
equiparadas ao Simples Nacional. Por outro lado, o Lucro Real mostrou-se menos
atrativo nos cenários analisados, devido à sua dependência de margem de lucro
mínima, o que não é uma característica predominante em escritórios de advocacia.
Conclui-se que o estudo oferece uma abrangente das opções tributárias, permitindo aos
advogados planejar estrategicamente sua tributação, de acordo com a realidade e o
porte do escritório, visando otimizar recursos e promover o crescimento sustentável da
prática jurídica.