Auditoria da dívida: os impactos da má gestão do endividamento nas contas públicas
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Resumo
A administração pública é formada pela administração direta, que constitui os serviços
que integram a estrutura administrativa da presidência e dos ministérios, e a
administração indireta que compreende entidades de personalidade jurídica própria:
fundações públicas, sociedades de economia mista, empresas públicas e autarquias.
A complexidade da Administração Pública depende do que se espera dela. Para um
Estado que apenas garante a segurança externa e interna dos seus habitantes a
Administração Pública será enxuta. Por outro lado, ela se torna mais complexa quando
exerce outras atividades como educação, apoio a ciência e tecnologia, saúde e
infraestrutura. O Estado pode determinar seu nível de arrecadação, tanto pela carga
tributária, quanto por políticas econômicas. Entretanto, as receitas e despesas
públicas estão sempre passando por ciclos e nem sempre a arrecadação do período
é suficiente para cobrir as despesas. Este estudo teve como objetivo analisar os
impactos da má gestão do endividamento nas contas públicas na intenção de
responder à problemática da pesquisa. Para esse fim, foi conduzida uma revisão
bibliográfica e documental, com abordagem exploratória e caráter qualitativo.
Identificou-se a importância do orçamento público no controle de gastos, a relação
entre dívida e orçamento é complexa, mas basilar para a manutenção da saúde
financeira do país. Pontuou-se os impactos da má gestão da dívida, como a restrição
orçamentária, que pode acontecer com o crescimento exacerbado da dívida, levando
a cortes com gastos em áreas essenciais. A gestão inadequada da dívida pode
resultar no aumento dos custos com serviço da dívida, que são os juros sobre a dívida,
isso acontece quando a taxa de juros não é favorável devido à falta de credibilidade
do governo em cumprir seus compromissos. Certamente, há limitações nesta
pesquisa que poderá ser suprida por estudos futuros. Outro ponto importante é a
questão da justiça intergeracional, e a necessidade de reflexão sobre a
sustentabilidade da dívida do ponto de vista das gerações futuras. Em última análise,
sugere-se, portanto, investigações futuras voltadas para as políticas de austeridade
fiscal, a fim de avaliar sua capacidade de harmonizar as receitas e os gastos públicos
sem comprometer as políticas sociais e a assistência governamental nas áreas
fundamentais da sociedade. Além disso, seria relevante explorar estratégias para
alcançar o equilíbrio fiscal sem impor um ônus excessivo à população brasileira.