Vigorexia em pauta: um estudo de caso da (in)satisfação corporal em mulheres

Resumo

A crescente valorização da estética corporal, intensificada pelas redes sociais, tem contribuído para o aumento da insatisfação com a imagem corporal e de comportamentos alimentares de risco, sobretudo entre mulheres. Diante desse cenário, o presente estudo teve como objetivo investigar a prevalência de (in)satisfação corporal e o risco de transtornos alimentares em mulheres praticantes de musculação. Trata-se de um estudo transversal, conduzido com 48 participantes, por meio da aplicação da Escala de Silhueta Corpórea e do Eating Attitudes Test (EAT-26). Verificou-se que 79,2% das mulheres apresentaram insatisfação corporal, predominantemente associada ao desejo de emagrecimento, enquanto 45,8% obtiveram escores de alto risco para transtornos alimentares. Somando-se os grupos de baixo e alto risco, 87,5% das participantes apresentaram algum nível de risco. Embora não tenha sido observada associação estatisticamente significativa entre insatisfação corporal e risco de transtorno alimentar, constatou-se tendência de maior risco entre mulheres insatisfeitas que desejavam emagrecer. Conclui-se que a insatisfação corporal feminina mostra-se mais relacionada à busca por magreza do que à hipertrofia muscular, destacando a influência dos padrões estéticos e das redes sociais sobre a autoimagem e os comportamentos alimentares. Tais achados reforçam a necessidade de estratégias educativas e preventivas que promovam uma relação mais equilibrada e saudável com o corpo.

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