A influência da cultura participativa na indústria musical: caso Taylor Swift
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Resumo
A relação entre artistas e fãs na era digital tem sido profundamente transformada
pela cultura participativa, em que os consumidores se tornam protagonistas na
criação e disseminação de conteúdo. Esta pesquisa fundamenta-se em teorias
como a de Adorno e Horkheimer, que criticam a indústria cultural por criar
consumidores passivos, contrastando com a perspectiva de Henry Jenkins, que
entende os fãs como agentes ativos na produção e distribuição de produtos
culturais. Analisando desde o surgimento das celebridades e a origem dos
fandoms até a manifestação desses elementos na era das redes sociais, são
observadas as características que marcam a interação entre fã e artista e
reforçam os aspectos da cultura participativa. Nesse sentido, com foco nas
estratégias de marketing da cantora Taylor Swift, o objetivo deste trabalho é
analisar como as abordagens da cantora refletem e ampliam os conceitos da
cultura participativa para os seus projetos e sua representação. Apesar das
polêmicas e instabilidades ao longo dos quase vinte anos de carreira, Taylor
nunca deixou de incluir seus admiradores nas estratégias de lançamento e
promoção, o que resulta numa grande e sólida base de fãs. O estudo revela
como a cultura participativa se tornou um elemento central para o sucesso
comercial na indústria musical. Assim, é comprovado que a experiência do fã é
hoje um ativo estratégico, uma vez que a relação entre admiradores e artistas
amplia as repercussões e envolve os consumidores não apenas com os
produtos, mas também com as causas defendidas e a própria vida de quem os
produz.