Análise do estilo de comunicação da CazéTv comparado a canais mais consolidados da mídia esportiva tradicional durante a Copa do Mundo de 2022
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Resumo
O presente Trabalho de Conclusão de Curso propõe uma análise comparativa entre o estilo de comunicação da CazéTV, canal digital liderado pelo influenciador Casimiro Miguel, e o modelo tradicional de cobertura esportiva desenvolvido por emissoras consolidadas, como Globo e SporTV, com foco na Copa do Mundo FIFA de 2022. A pesquisa tem como objetivo principal compreender de que forma as plataformas digitais têm alterado a lógica de produção, circulação e recepção do jornalismo esportivo no Brasil, explorando as transformações de linguagem, formato e interação entre mídia e público. A fundamentação teórica baseia-se em autores que discutem a cibercultura e a convergência midiática, como Jenkins (2009), Lévy (1999) e Pavlik (2008), além de abordagens sobre as novas dinâmicas de interatividade e construção coletiva da informação, conforme Primo (2007) e Herschmann (2007). O estudo articula pesquisa bibliográfica, análise documental e um estudo de caso de caráter exploratório, que inclui a aplicação de questionário digital para avaliar a percepção do público sobre a CazéTV e sua comparação com a mídia esportiva tradicional. Os resultados indicam que a CazéTV representa uma nova rota comunicacional no campo esportivo, pautado pela horizontalidade, espontaneidade e envolvimento afetivo com o público. Sua linguagem informal, a presença de influenciadores e o uso de ferramentas de interação em tempo real promovem uma mudança com o modelo vertical e institucional do jornalismo televisivo. Por outro lado, observa-se que a mídia tradicional ainda preserva seu papel hegemônico em alcance e credibilidade, embora precise adaptar-se às novas demandas do público digital. Evidencia que o fenômeno da CazéTV evidencia uma reconfiguração da comunicação esportiva brasileira, em que o espectador deixa de ser mero receptor e passa a atuar como coprodutor da narrativa, consolidando o conceito de “audiência participativa”. Essa transformação aponta para a consolidação de um ecossistema midiático híbrido, no qual jornalismo, entretenimento e interação coexistem em equilíbrio e se complementam.