Uso indiscriminado de metilfenidato e lisdexanfetamina no meio universitário
Carregando...
Data
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Resumo
Este artigo é uma revisão de literatura que examina criticamente o uso indiscriminado
de lisdexanfetamina e metilfenidato no ambiente acadêmico, destacando os riscos à
saúde e as implicações éticas dessa prática. A revisão explora as evidências
disponíveis sobre a eficácia e segurança dessas substâncias quando usadas fora das
indicações médicas, bem como os fatores motivacionais que levam os estudantes a
recorrerem a essas drogas como auxiliares no processo de aprendizado. A introdução
contextualiza a pressão enfrentada pelos estudantes universitários em relação ao alto
rendimento acadêmico e apresenta os nootrópicos como uma solução fácil para
problemas de concentração, ansiedade e longas horas de estudo. No entanto,
destaca-se que a efetividade desses agentes não está completamente determinada e
que as drogas psicoestimulantes, como metilfenidato e lisdexanfetamina, utilizadas no
tratamento de TDAH e narcolepsia, apresentam efeitos colaterais significativos. A
revisão de literatura explora o mecanismo de ação e os efeitos colaterais do
metilfenidato e da lisdexanfetamina, destacando seu impacto no sistema nervoso
central. Em relação ao metilfenidato, é apresentada sua história, indicações médicas
e potencial de abuso. Já a lisdexanfetamina é descrita como uma opção de tratamento
para TDAH, com menor ocorrência de efeitos adversos. O uso indiscriminado dessas
drogas no meio acadêmico é discutido, abordando as motivações dos estudantes para
seu uso, como a busca por melhor desempenho acadêmico, dificuldades de atenção
e concentração, influência social e pressão dos colegas. No entanto, ressalta-se que
o uso não autorizado desses medicamentos acarreta riscos à saúde, como efeitos
colaterais adversos, dependência e problemas cardiovasculares. Os efeitos colaterais
desses psicoestimulantes são mencionados, incluindo os sintomas a curto prazo e os
efeitos a longo prazo, destacando a dependência e os danos ao organismo. Dados de
estudos são apresentados para ilustrar a prevalência do uso de metilfenidato por
universitários brasileiros e a forma como esses medicamentos são adquiridos e
utilizados sem prescrição médica. Em suma, o artigo busca fornecer uma visão crítica
sobre o uso indiscriminado de lisdexanfetamina e metilfenidato no ambiente
acadêmico, destacando os riscos à saúde e as implicações éticas dessa prática.