Escore de cálcio e angiotomografia coronariana na estratificação de risco para doença arterial coronariana
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Resumo
As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo. Dentre suas diversas formas, a doença arterial coronariana (DAC) é a forma mais
prevalente e a maior causa de morte nos países desenvolvidos. Além da alta
prevalência, a DAC cursa com alta morbidade e alto custo para os sistemas de saúde. A apresentação, em sua maioria, não anunciada, especialmente em adultos mais
jovens, é devido à ruptura de uma placa ateromatosa coronariana anteriormente não
obstrutiva. A estratégia de rastreio de grupos assintomáticos, com alto risco de
desenvolvimento da doença no futuro, representa uma etapa fundamental na
diminuição das taxas de eventos isquêmicos cardiovasculares. A ampla utilização de
escores para estratificar paciente em baixo, intermediário e alto risco é sustentada
por estudos clínicos e se mostram muito úteis, contudo, avaliando-os isoladamente, os mesmos são limitados para estratificar efetivamente uma parcela significativa da
população. Esta revisão discute o benefício adquirido, durante a avaliação do risco
de eventos isquêmicos coronarianos usados em modalidades de imagem não
invasiva com objetivo de suplementar o diagnóstico clínico pelos escores de risco
amplamente utilizados atualmente. A utilização do Escore de Cálcio (EC) e da
Angiotomografia Computadorizada apresentam uma precisão diagnóstica para
detectar precocemente a formação de placas de aterosclerose nos vasos
coronarianos, visto que conseguem avaliar seu grau de obstrução. Dessa forma, recomenda-se uma abordagem da avaliação de risco da doença arterial coronariana
(CAD), começando pela estratificação inicial de risco usando uma calculadora de
risco apropriada à população e ECG de repouso. Para a população identificada como
sendo de risco aumentado, a triagem aprimorada é recomendada apenas por meio
do Escore de Cálcio da Artéria Coronária ou combinada com um Angiotomografia
Computadorizada.