Canabinoides como medida terapêutica na doença de Alzheimer: uma revisão de literatura
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Resumo
Os canabinóides naturais são derivados da planta cannabis sativa e tem como
principais compostos o tetrahidrocanabinol (THC) e o canabidiol (CBD). O CBD é o
principal componente não psicoativo que bloqueia e inibe o senso de humor,
estando presente em 40% dos extratos da planta, sendo antagônico ao THC, que
gera estado de euforia. Devido suas propriedades farmacológicas, os canabinóides
vêm sendo usados como alternativa em diversas terapêuticas. Nesse contexto,
surgem como uma medida terapêutica relevante no combate ao Alzheimer, visto o
aumento da incidência de casos com o envelhecimento da população e que o atual
tratamento apresenta eficácia questionável, além da possibilidade de efeitos
adversos. Objetivo: compreender como o canabidiol pode atuar como uma medida
terapêutica na Doença de Alzheimer (DA), de forma a auxiliar o médico na indicação
ou não da droga. Metodologia: consistiu em uma revisão bibliográfica através de um
levantamento sistemático nos seguintes bancos de dados: MEDLINE, PUBMED e
Scielo, sendo selecionado um total de 26 artigos utilizando os descritores “Doença
de Alzheimer”, “Canabidiol” e “Uso Terapêutico”. Discussão: o canabidiol surge como
uma nova forma de tratamento, já que pesquisas têm indicado que essas
substâncias podem retardar os efeitos progressivos da DA, além de possuir efeitos
anti - inflamatórios, anti-oxidativos e neuroprotetores, que têm um papel importante
no retardo da progressão da doença. Conclusão: Devido suas propriedades
farmacológicas, os canabinóides vêm sendo indicados e testados como alternativa
para o atual tratamento da DA, que apresenta eficácia questionável, além da
possibilidade de efeitos adversos. Os poucos trabalhos disponíveis sobre o tema
mostram possíveis efeitos benéficos do canabidiol na demência de Alzheimer,
influenciando na melhora da qualidade de vida.