Ferramentas de avaliação de risco para mutações nos genes BRCA1/2 e sua aplicabilidade no Brasil
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Resumo
Aproximadamente 10% dos casos de câncer (CA) de mama e de ovário são
hereditários, sendo que mutações nos genes BRCA1/2 são responsáveis por cerca
de 45% desses casos. O diagnóstico de câncer hereditário impacta no seguimento,
tratamento e prognóstico da paciente e de sua família. A realização do teste molecular
para detecção das mutações requer o preenchimento dos critérios estabelecidos pela
diretriz da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no Brasil. Percebe-se,
todavia, dificuldade no reconhecimento e encaminhamento das pacientes de risco
para os serviços especializados, devido à complexidade do preenchimento dos
critérios e pelo desconhecimento por parte dos médicos. A introdução de ferramentas
de avaliação de risco para mutações dos genes BRCA1/2 poderia auxiliar na
identificação de portadoras. O objetivo do estudo foi comparar ferramentas disponíveis
para a triagem dessas pacientes, considerando se esses instrumentos contemplam
os critérios da diretriz da ANS, servindo de instrumento para indicação de testes
genéticos no contexto brasileiro. Trata-se de um estudo exploratório, realizado a partir
de um algoritmo para a comparação entre os critérios determinados pelas ferramentas
e os estabelecidos pela diretriz da ANS. As ferramentas selecionadas foram a
Manchester Scoring System (MSS), Referral Screening Tool (RST), Ontario Family
History Assessment Tool (Ontario-FHAT), Pedigree Assessment Tool (PAT), Tyrer Cruzick Model Breast Cancer Risk Evaluation Tool (IBIS) e a Seven-Question Family
History Screening (FHS-7). A ferramenta RST aparece como a principal alternativa
para ser utilizada no contexto brasileiro, visto que possibilita o preenchimento de um
maior número de critérios da diretriz da ANS e apresenta maior facilidade para
aplicação, seguida pela Ontario-FHAT e a MSS, sendo que as três são aplicadas em
papel e são disponibilizadas na língua inglesa.