A atividade física em pacientes com fibrose cística: revisão bibliográfica e relato de caso
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Resumo
A Fibrose Cística (FC) é uma doença genética autossômica recessiva grave
que atinge cerca de 70 mil pessoas em todo o mundo. É uma patologia que limita o
paciente em vários aspectos, como a redução da tolerância aos esforços e alteração
na absorção de nutrientes. Por ser uma doença com acometimento pulmonar de
progressão lenta, pode-se tornar incapacitante com o passar do tempo, sendo a
estimativa de vida de 35 anos nos casos mais leves, ou o óbito, em casos mais graves.
O diagnóstico precoce e o avanço do tratamento gera um aumento de sobrevida para
alguns pacientes com as formas leves. Ainda não há cura para FC, mas o tratamento
deve ser feito de forma contínua e individualizada, com suporte multiprofissional.
Apesar da evolução pulmonar da doença reduzir a capacidade respiratória, há relatos
que a prática de exercício físico contribui para melhorar o prognóstico e a qualidade
de vida do paciente com FC, além do desenvolvimento biopsicossocial. O objetivo
deste artigo é apresentar um relato de caso e compará-lo à evidência da literatura
atual sobre o impacto da atividade física em pacientes com FC, identificando fatores
de melhora do quadro clínico, da qualidade de vida e da inclusão social. Foi feita uma
revisão bibliográfica de artigos buscados nas bases de dados: Scientific Eletronic
Library Online (SciELO), Pubmed, LILACS, CAPES e Google Acadêmico. Foram
selecionados artigos de acordo com os critérios de inclusão e exclusão pré
determinados pelos autores do artigo. Este estudo foi submetido ao Comitê de Ética
em Pesquisa em Seres Humanos (CoEPS) do Centro Universitário de Volta Redonda,
RJ, e aprovado. Foram coletados dados por meio de uma entrevista com os
responsáveis legais do paciente sob a assinatura do Termo de Consentimento Livre e
Esclarecido (TCLE) para a elaboração do relato de caso. Percebeu-se que para o
paciente do caso a atividade física foi fundamental para o tratamento da doença e
proporcionou uma melhora na qualidade de vida e dos fatores biopsicossociais,
comprovando o que os estudos demonstraram.