Desenvolvimento de ecobarreira manufaturadas via injeção de polietileno reciclado
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Resumo
No mundo, segundo a ONU (2023) são fabricados, anualmente, aproximadamente
430 milhões de toneladas de plásticos, dos quais, dois terços vão dar origem à
produtos de curta duração. No Brasil, foram produzidos, em 2022, 6,7 milhões de
toneladas deste material segundo a ABIPLAST (2023), com pespectivas de alcançar
cerca de 1,1 bilhões de toneladas até 2050. Esse volume, tem sofrido, em sua grande
maioria, descarte incorreto, que vão parar em cursos d’água, causando problemas
ambientais e sanitários, sem contar danos à embarcações e hidroelétricas. Em
decorrência disso, várias técnicas de coleta tem sido implantadas. Dentre estas, as
ecobarreiras vem se destacando devido a facilidade e baixo custo de fabricação e
utilização. Essas barreiras visam reter resíduos flutuantes nos cursos d´água. Sendo
assim, esse trabalho tem por objetivo o desenvolvimento de uma ecobarreira, usando
técnica de injeção para produção dos cabos de amarração da rede externa. Foram
inicialmente separados dois tipos de polímeros, o PET e o PEAD reciclado que foram
recolhidos, limpos, picados e avalaiados via FT-IR para determinar sua composição,
TGA e DSC para determinar suas propriedades térmicas visando a sua moldagem por
injeção. Após esse processo, escolheu-se o PEAD devido as suas temperaturas de
trabalho e esse material foi, então, injetado (250 oC). As amostras virgens e recicladas
foram avalidas para verificar suas propriedades mecânicas (Ensaio de tração).
Obteve-se filamentos de PEAD puro, de, aproximadamente, 20 cm de comprimento x
2 mm de espessura. O material apresentou boa resistência mecânica com valores
médios de 18 MPa (virgem e reciclado). Com esses dados, foi possível reintroduzir o
material reciclado na cadeia produtiva, para a manufatura da rede externa e,
consequentemente, da ecobarreira.