Fatores associados aos transtornos mentais entre estudantes de medicina: ansiedade e depressão
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Resumo
Os transtornos de ansiedade e depressão são responsáveis por alterações
comportamentais, emocionais e geram prejuízo psíquico, principalmente entre alunos
de medicina, cuja prevalência destes transtornos é maior que na população em geral.
Este estudo evidencia fatores presentes na graduação médica que corroboram com
sintomatologias da ansiedade e depressão, além de identificá-los na rotina
acadêmica. O trabalho consiste em uma revisão de literatura narrativa e descritiva,
baseada em estudos das plataformas PubMed e SciELO, no livro “Psicopatologia e
Semiologia dos Transtornos Mentais” e nos websites da OPAS e OMS. Foram
selecionados trabalhos acerca dos fatores associados aos transtornos mentais entre
os estudantes de medicina, entre 2015 e 2024, em português e inglês. Cerca de
60,09% dos alunos de medicina relatam estresse, o que demostra prevalência em
contraste com a população em geral (52%). Além disso, 92,2% dos acadêmicos
relatam insônia. Ademais, 40% dos discentes não realizam atividade de lazer
semanal, 62% são sedentários, 61,6% fazem uso de substâncias psicoativas e 40%
utilizam medicamentos estimulantes, o que aumenta o risco de ansiedade e
depressão grave em 35% e 30%, respectivamente. Entre 12 artigos da referida
pesquisa, 9 constatam maior prevalência dos transtornos em estudantes do sexo
feminino. A Covid-19 também aumentou o número de casos de ansiedade e
depressão devido ao distanciamento social. Conclui-se que a graduação médica
acompanha riscos no desenvolvimento de ansiedade e depressão. Nota-se a
importância da implementação de debates nos currículos do curso sobre a saúde
mental dos estudantes e profissionais da saúde.