Flapress: uma análise crítica da cobertura midiática do Flamengo no jornalismo brasileiro
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Resumo
O presente trabalho analisa o fenômeno denominado “Flapress”, termo popularmente utilizado para se referir à percepção de favorecimento midiático ao Clube de Regatas do Flamengo em detrimento de outros clubes brasileiros, especialmente os do Rio de Janeiro. A pesquisa investiga como a mídia esportiva nacional, em especial a de eixo Rio–São Paulo, constrói simbolicamente a imagem do Flamengo, influenciando o imaginário coletivo e as narrativas esportivas no país. Através de uma abordagem teórico-metodológica que articula autores como Muniz Sodré, Theodor Adorno, Max Horkheimer, Eugênio Bucci, Pierre Bourdieu, Antonio Gramsci e McCombs & Shaw, o estudo examina manchetes, transmissões, chamadas televisivas e declarações de jornalistas. Os resultados evidenciam um padrão de valorização simbólica do Flamengo, caracterizado pela exaltação de suas vitórias, suavização de suas derrotas e pela maior ênfase emocional em sua cobertura, em contraste com o tratamento crítico ou marginal dado a outros clubes. Essa dinâmica revela o entrelaçamento entre interesses comerciais, hegemonia cultural e práticas editoriais, questionando a imparcialidade e a ética do jornalismo esportivo contemporâneo.