Compósitos de polietileno de alta densidade (PEAD) reforçados com biomassa da casca do açaí

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A utilização de biomassas vegetais na fabricação de compósitos tem-se evidenciado, pois são elementos alternativos utilizado para criação de menores estruturas. Os benefícios da utilização são variados, não param no setor econômico, alcançando outras possibilidades, tais como a utilização de materiais ecologicamente seguro, que geram benefícios sociais. No Brasil, a utilização de biomassas naturais na indústria proporciona o desenvolvimento das comunidades produtoras que, possuem nesses saberes, uma maneira de sobrevivência. Diante disto, foi observado que a biomassa da casca do açaí, que vem sendo descartada, pode ser reaproveitada como reforço em matrizes termoplásticas. Nesse trabalho estudou-se a viabilidade técnica para fabricação de compósitos de matriz polimérica de PEAD reforçados com a biomassa da casca do açaí. Foram estudadas as proporções de 10%, 20% e 30% (m/m). Foram realizadas análises de picnometria de hélio para avaliar a influência da adição da biomassa da casca do Açaí na massa específica dos compósitos processados. Os compósitos foram caracterizados mecanicamente por meio de ensaios de resistência a tração e flexão e termicamente através de análises de termogravimetria (TGA) e calorimetria exploratória de varredura (DSC). Foi constatado um aumento na massa especifica dos compósitos conforme o aumento da quantidade de biomassa, o que deve ser considerado na hora da determinação de aplicação do compósito. Em relação à resistência a tração e a flexão, constatou-se que a resistência máxima sofreu redução com o aumento do teor de biomassa. Quanto às análises de TGA, foi constatado que a resistência térmica dos compósitos reduziu com as adições de biomassa. Os resultados de DSC dos compósitos apresentaram uma diminuição nos valores de entalpia, diminuição essa coerente com as adições de biomassa da casca do Açaí, que não apresentou fusão apreciável. Dessa forma, com a adição de biomassa da casca do Açaí no PEAD obteve-se um material com até 30% menos polímero e com propriedades mecânicas e térmicas viáveis para determinadas aplicações do PEAD.

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