Saúde mental e transtornos ansiosos nos acadêmicos de ciências médicas no contexto universitário brasileiro
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Resumo
A ansiedade é um instinto natural presente nos seres humanos. Porém, torna-se
patológica quando ocorre sem a presença de um estímulo externo ou em intensidade
desproporcional ao estímulo recebido. Acredita-se que o curso de medicina pode ser
um fator predisponente para os elevados níveis de ansiedade, o que pode ser
explicado pela frequência de realização de prova, excesso de conteúdo recebido,
carga horária excessiva devido ao período integral de aulas e exposição frequente a
situações de estresse e risco, uma vez que lidam diretamente com vidas. O objetivo
do artigo é explorar o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) no contexto da
medicina, através da atual literatura científica sobre o tema, tendo como as seguintes
plataformas de pesquisa: Pubmed e Scielo. No TAG, as manifestações de ansiedade
oscilam ao longo do tempo, mas não ocorrem na forma de ataques, nem se relacionam
com situações determinadas, estando presentes na maioria dos dias e por longos
períodos. O sintoma principal é a expectativa apreensiva ou preocupação exagerada,
até mesmo mórbida. Um estudo que merece destaque relata baixa prevalência de
ansiedade observada entre alguns estudantes que referiram fazer, com frequência,
atividade física. Esse resultado não se confirmou para os graduandos do curso de
medicina. Assim, mesmo que a literatura científica aponte os inúmeros benefícios do
não sedentarismo à saúde física e mental, o resultado inverso na medicina talvez
possa ser explicado pela possível angústia gerada pelo acúmulo de atividades e pela
falta de tempo, o que podem levar a um mau desempenho acadêmico, adoecimento
psíquico, risco de suicídio ou dificuldade no tratamento de doentes, devendo-se dar
uma atenção especial ao assunto.